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O MÉTODO

 

O MÉTODO DE CONDICIONAMENTO FÍSICO

SENSITIVITY AND STRENGTH (SAS)

Por mais que tenhamos evoluído na quantidade e qualidade de informações e também no número de publicações relacionadas a desempenho esportivo, os profissionais que lidam com a performance sempre depararão com o questionamento sobre que dose e que resposta poderão esperar de um indivíduo submetido a um determinado estresse físico

Não ter certeza ou pelo menos uma expectativa clara dos resultados esperados torna qualquer matriz de desempenho fadada a depender da sorte, tato e do acaso, mesmo que todo profissional, experiente ou não, tenha compreensão que lidar com pessoas, mesmo em condições físicas semelhantes, serem universos únicos e bem diferentes. Esse desconhecido universo de variáveis e incertezas certamente “representa uma limitação quando se pretende estabelecer uma relação entre o treinamento prescrito”. (ROSCHEL ET ALL, 2011)

Diante desse grande questionamento está necessidade de obtenção de respostas (parâmetros) que sejam capazes de controlar qual seria a carga de treinamento a ser aplicada sobre cada um desses “universos”. Parâmetros como o volume total (número de repetições x sobrecarga utilizada, quilômetros percorridos e número de tiros realizados), trabalho realizado (força produzida x distância percorrida), ou o tempo[...], eram os únicos indicadores considerados no controle do treinamento (MCBRIDE, MCCAULLEY, CORMIE, NUZZO, CAVILL & TRIPLETT, 2009). Mas, e a intensidade sentida?

É preciso deixar claro que essa “INTENSIDADE SENTIDA”, ou como prefiro chamar “SENSITIVITY AND STRENGTH (SAS)”, está diretamente associada ao que o indivíduo sente ou sofre quando submetido a uma determinada carga. Essa sensibilidade pode ser medida de forma visível ou gráfica quando se é monitorada a dinâmica do lactato na corrente sanguínea. A ideia então mais coerente seria ter em mãos todas as tecnologias para uma mensuração mais verdadeira da condição de resposta ao exercício submetido, no entanto precisamos ponderar sobre realidade e praticidade da prática da atividade física, bem apontada por Silva, 2005

“(...) O VO2max, o Vmax, o limiar anaeróbio individual (IAT) e o IGT têm sido utilizados na avaliação aeróbia e sua identificação depende de equipamentos caros (ex: esteira ergométrica, equipamento para análise ventilatória e analisadores de lactato e glicose), bem como da participação de profissionais experientes e utilização de técnicas invasivas para coletas sanguíneas. Como alternativa, protocolos não invasivos e de fácil aplicação têm sido propostos, destacando-se a aplicação de modelos matemáticos que possibilitam a identificação da velocidade critica (VC) a partir da relação distância-tempo em testes de desempenho realizados em corrida, natação e ciclismo”.

O método de Condicionamento SAS trabalha com uma dinâmica semelhante a dados coletados de pesquisas, onde modelos matemáticos criados apontam valores de intensidade estimados partindo de testes em situação real ou de condicionamento físico zero

É um método simples e tem se mostrado eficiente em pessoas que desejam melhorar a resistência física geral, principalmente em modalidades cíclicas (que o mesmo gesto atlético se repete por muitas vezes) como correr, nadar e pedalar, explorando as faixas ou zonas de treinamento aeróbio já consolidadas pela literatura especializada, associado ao modelo matemático, este sendo utilizado como um consciente aplicado a variável individualidade.

Dentre as vantagens do método SAS estão a(o):

  • Praticidade;

  • Replicabilidade;

  • Ótima resposta;

  • Baixo custo de execução;

  • Confiabilidade;

  • Retardo o efeito platô em atletas novos

  • A redução da influência da motivação sobre os cálculos

Deseja conhecer o método? Vamos treinar!

 

Referências bibliográficas

LAMBERT, M.I.; BORRESEN, J. Measuring training load in sports. International Journal of Sports Physiology and Performance, Champaign, v.5, n.3, p.406-11, 2010.

ROSCHEL, Hamilton; TRICOLI, Valmor and UGRINOWITSCH, Carlos. Treinamento físico: considerações práticas e científicas. Rev. bras. educ. fís. Esporte [online]. 2011, vol.25, n.spe [cited 2016-11-21], pp.53-65. Available from: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1807-55092011000500007&lng=en&nrm=iso>. ISSN 1807-5509. http://dx.doi.org/10.1590/S1807-55092011000500007.

SILVA, Luiz Gustavo da Matta et al. Comparação entre protocolos diretos e indiretos de avaliação da aptidão aeróbia em indivíduos fisicamente ativos. Rev Bras Med Esporte[online]. 2005, vol.11, n.4 [cited 2016-11-21], pp.219-223. Available from: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922005000400003&lng=en&nrm=iso>. ISSN 1517-8692. http://dx.doi.org/10.1590/S1517-86922005000400003.